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BARREIROS, Patrício Nunes. Sonetos de Eulálio Motta. Feira de Santana: UEFS Editora, 2012.
“O livro Sonetos de Eulálio Motta é o resultado de uma extensa pesquisa de fontes primárias e da organização do acervo do escritor mundonovense Eulálio de Miranda Motta, objeto da dissertação de mestrado de Patrício Nunes Barreiros. Após a apresentação do que se chamou itinerários de um poeta de água doce, da descrição do espólio e da lírica do poeta, traçam-se, ainda, considerações sobre a atividade filológica como ciência do texto. Chega-se, então, à edição do corpus de sonetos de Eulálio Motta, núcleo do livro. Editam-se os quarenta e oito sonetos, éditos (na sua maioria textos fora de circulação) ou inéditos, ordenados cronologicamente. Desse modo, Patrício Nunes Barreiros, a partir do procedimento filológico e de critérios científicos, contando com a solidez da pesquisa com fontes primárias, traz a público parte da obra lírica de Eulálio de Miranda Motta, contribuindo, de modo inestimável, para o conhecimento da literatura baiana não canônica.” –
Dra. Célia Marques Telles.
Professora Titular de Filologia do Instituto de Letras da UFBA
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BARREIROS, Patrício Nunes. O Pasquineiro da Roça: edição dos panfletos de Eulálio Motta. Feira de Santana: UEFS Editora, 2014.
Os impactos da difusão digital no campo amplo das humanidades têm sido intensamente reconhecidos e debatidos – mas há uma região desse amplo terreno na qual os efeitos são particularmente transformadores: a crítica textual. Disciplina milenar na origem dos estudos humanísticos modernos, a crítica textual tem no texto, ao mesmo tempo, seu objeto e seu instrumento de trabalho. Nesse campo, as tecnologias de difusão digital trouxeram grandes mudanças metodológicas, provocando transformações profundas que estiveram no cerne dos grandes debates sobre os impactos da computação sobre as humanidades antes mesmo do termo “Humanidades Digitais” ser cunhado. No ambiente da crítica textual em língua portuguesa, os efeitos do trabalho em meio eletrônico chegam em anos mais recentes, mas com grande força. No Brasil, em particular, das pesquisas ocupadas em explorar as alianças entre as tecnologias digitais e o trabalho tradicional da crítica textual destaca-se o projeto da edição do acervo do escritor baiano Eulálio Motta, empreendido por Patrício Nunes Barreiros em sua tese de doutoramento na Universidade Federal da Bahia, defendida em 2013 sob orientação da professora Dra. Célia Marques Telles, resultando no portal http://www.eulaliomotta.com.br, em artigos científicos e agora no livro O Pasquineiro da Roça: a hiperedição dos panfletos de Eulálio Motta. Em seu livro, Patrício Nunes Barreiros discute as transformações trazidas pelo meio digital para a prática do trabalho em crítica textual, mostrando alguns elementos importantes da experiência da construção do Pasquineiro, e, principalmente, trazendo à tona as mais recentes discussões teóricas e metodológicas da área.
Dra. Maria Clara Paixão de Sousa
Professora de Filologia da USP, Presidente da Associação das Humanidades Digitais e membro do comitê executivo da Global Outlook Digital Humanities
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Trata-se da edição de 50 causos sertanejos inéditos que a pesquisadora da UEFS identificou no acervo do escritor e elaborou uma edição filológica acessível para todos os públicos.
Os textos retratam o cotidiano das vilas e fazendas da região de Mundo Novo-BA e registram, humoristicamente, os falares das pessoas simples, dos homens e mulheres do sertão. Eulálio Motta gostava de conversar com a gente simples e ouvir suas histórias. Os causos de Bahia humorística são cheios de vida e humor, revelam diálogos de Eulálio Motta com Zeferino, Rafael, Sinhá Cristina, apanhadeiras de café, vaqueiros, trabalhadores da roça. A obra invade o sertão profundo da região de Mundo Novo e o aproxima dos leitores. Os causos são muito bem apresentados e enriquecidos pelo criterioso trabalho de pesquisa acadêmica no âmbito da filologia e da lexicografia.
Bahia Humorística é um tributo à memória do saudoso escritor mundonovense Eulálio de Miranda Motta e um valioso instrumento de preservação e ativação da memória cultural, linguística e literária da boa gente do sertão de Mundo Novo. Os tipos sociais e os acontecimentos tratados nos causos são facilmente reconhecíveis pelas pessoas de Mundo Novo. Os causos contados por Eulálio Motta trazem à tona a memória da minha infância, na Fazenda Riacho do Ouro, e as noites de lua cheia quando meu pai, Olímpio Barreiros, contava (ele ainda conta) as fantásticas histórias de sua mocidade.
A experiência de ler os causos é como se recuperássemos, por alguns instantes, as circunstâncias performáticas desse gênero. Sentimo-nos numa roda animada onde o contador executa seu número. Espanto, risos, expectativas, palpitações e uma mistura de outros sentimentos animam a encenação dos causos. Tudo isso pode ser recuperado pela narrativa pulsante de Eulálio Motta.

 

 

 

 

 

 

 

 

BARREIROS, Patrício Nunes. Sonetos de Eulálio Motta. Feira de Santana: UEFS Editora, 2012.

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